Omsiba, pulo por cima de você e nem te ligo...
É?
Faço isso enquanto passo batom...
Umrum...
Omsiba, não to nem aí pra tua família nariguda...
(silêncio)
... você fica aí me ouvindo, igual ao Joaquim Ricardo.
Que tem o Joaquim Ricardo?
Você já sacou que eu vim fazer análise por causa do Joaquim Ricardo...
(silêncio breve...) E você veio?
Omsiba, eu estou cansada de ficar aqui, deitada.
Cada um tem o seu lugar.
Você é igual ao Joaquim Ricardo, Omsiba.
E você conseguiu pular por cima do lugar dele?
Paulina, você é uma gostosa.
Eu sei, meu amigo... mas nós já estamos sublimando isso.
Você acha que vai ser possível?
Acho que sim, nos próximos dias a gente ainda vai ficar assim, mas depois vai passar.
Pra sempre?
Não, vai ficar uma pontinha de torpor lá longe, mas nós não lembraremos.
Eu sei.
Por que você não escreve a história de outro jeito?
Hoje é sexta-feira, Joaquim...; você sempre fica angustiado.
E daí?
Por que você não me liga?
(Abismo)
Meu telefone é o mesmo.
Não lembro...
Pensei que você tivesse memória fotográfica.
Lembro muitos telefones, mas não sei qual é o seu.
Eu gostava quando você vendava meus olhos.,; me abraçava por trás, as mãos nos meus seios.
Eu sei... (Je est one autre poème)
Não agüento mais ficar aqui de pernas cruzadas, balançando.
Vou chamar o garçom.
Você já quer ir?
Quero.
Mas...
Você vem comigo.
Ah.., é?
..;
;.. eu tenho que ligar.
Estou esperando o seu telefonema.
03 dezembro 2004
26 novembro 2004
Paredes Oníricas
Escrever é pensar nessas coisas, Nina... bem que seja você moça de poetas e homens de negócio,; o século passado verde evade; lancina o tempo flácido na cara deles. É pilheria, vendem pastiche e serpentina no cinema e antes descia na tua garganta o Confeti. .., você sabe que não tenho pontuação, só meu apartamento crescia mais dentro do teu corpo e inchado explodisse para sempre; hoje que tenho 40 anos entendo o que você disse
Lembro perfeitamente de você sambando no parque central da vila do Epaminon, areal do pé e rebolasse. Lembro que eu olhava sem saber como remexia bonita a tua bunda com tão poucos movimentos. Lembro perfeitamente. Memória disso é teu pensamento agora, Nina...; você lembrasse não esquece que tenho a paródia fotográfica. ... perfeitamente; ... de você me dizer estar eu mesmo no ponto quando feito fosse o que foi cerrado no corte e tivesse a idade. Esse menino
Eu sei, Nina,.. vasto e morto que estou depois que voltei do restaurante mexicano,;: tinha remodelagens nas paredes, perdidas entre novas frestas a uma e outra velhice mais novas que eu. Entrei e o garçom reconhecia meu sonho de outras eras menos plásticas, uma vez que estava agora servindo a todas as minhas mulheres. Você que sempre me viu chegar e partir rapidamente; da tua cozinha, teu cabelo encaracolagem ou megalópole; quintal perdido e o le temps retrouvé no bailadobundudo quando na vila do Epaminon
De noite, entrara quarto e teu desejo acima de penhascos e dores, do que era servil como o desejo de todas, tuas inimigas,; e sempre mesmo o que era isso de ser apenas minha língua analfabeta de teus outros amantes,; nem importasse qualquer acerto deles, .., mesmo o quanto os ensinei através de você,; sendo reflexo meu,;: eu que deixarei meu ensino aos que vierem vela Lua de perda e semblante depois de mim
Lembro perfeitamente de você sambando no parque central da vila do Epaminon, areal do pé e rebolasse. Lembro que eu olhava sem saber como remexia bonita a tua bunda com tão poucos movimentos. Lembro perfeitamente. Memória disso é teu pensamento agora, Nina...; você lembrasse não esquece que tenho a paródia fotográfica. ... perfeitamente; ... de você me dizer estar eu mesmo no ponto quando feito fosse o que foi cerrado no corte e tivesse a idade. Esse menino
Eu sei, Nina,.. vasto e morto que estou depois que voltei do restaurante mexicano,;: tinha remodelagens nas paredes, perdidas entre novas frestas a uma e outra velhice mais novas que eu. Entrei e o garçom reconhecia meu sonho de outras eras menos plásticas, uma vez que estava agora servindo a todas as minhas mulheres. Você que sempre me viu chegar e partir rapidamente; da tua cozinha, teu cabelo encaracolagem ou megalópole; quintal perdido e o le temps retrouvé no bailadobundudo quando na vila do Epaminon
De noite, entrara quarto e teu desejo acima de penhascos e dores, do que era servil como o desejo de todas, tuas inimigas,; e sempre mesmo o que era isso de ser apenas minha língua analfabeta de teus outros amantes,; nem importasse qualquer acerto deles, .., mesmo o quanto os ensinei através de você,; sendo reflexo meu,;: eu que deixarei meu ensino aos que vierem vela Lua de perda e semblante depois de mim
23 novembro 2004
Pedaços
Carro velho a gente doma no braço noite dentro do asfalto se rodar paisagem e sorte na ciranda de parque batendo num estalo seco, visto num repente com viola Amarantina. Nunca vi caminhoneiro chorar feito criança quando atropela matuto, e desses não vem sebo no canto de pista, derramando óleo pra guincheiro trabalhar de santo. Aqui no hospital já vi muita coisa, ate meu primo chegar pela hora que a maldita quase vem levando; ele que falava tanto papagaio lá no quintal do fundo e repetia pressa té que um dia aqui; Depois disso sendo, o Brasil nunca mais andou caroneiro por aí. Esses dias a casa de Mãe Joaninha, pequena cafetã velha de ventre, baixou toda entrelaçada numa Besta retorcida contra um caminhão 1113, igual ao meu já há três meses de mecânico. As meninas estriparam mas ainda retorciam rebocadas no guincho do Zé Tião. O Menina Cabeça, capanga dele que joga óleo em rodovia no demo da noite é o que congava sexta-feira no rastapé da serpente jámorta. Desse dia num esqueço; elas descabeçadas e a Besta verde metalicava o musgo de uma cabaça. O Menina Cabeça que fez serviço de cabra ainda passou por aqui no corte de receber pelo tento, que Zé Tião deu fé paga de 20 reais. O irmão de Zé Tião virou pro lado da polícia, agora capitão de todo esse mato. Para na fazenda dele fim de semana; na volta traz o Menina Cabeça, experimentado nos transportes, vários anos como responsável no almoxarifado da Transportadora Domini, aposentado fácil coçador. O irmão do Zé deixa pra ele o socorro dos coitados descendo a rodovia no inferno de estrada que cabara dando cá, no hospital. Os coitado; Morre como no estribucho das moças de Mãe Joaninha, todas cortadinhas; uma delas hoje pede ao esmo lar paralítico; ainda trabalha como dá.
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