30 setembro 2009

Nocsom

O executivo no cel com a secr sol etra r de rua m de mijo. Dr. Hugo Boss rescende cafeína e cartazes de filmes; um deles o homem do cinema cola cabeça pra baixo, outro alado do vidro. Nesse momento o executivo me pergunta: é de cabeça pra baixo mesmo? essa arte de hoje em dia... (risos); eu digo pergunto mesma coisa. O Sol queima a cidade, estamos ilhados. Deixo café e mesa, indago ao homem do cinema quando cola incauto cartaz dentro emparedado no vidro que nos separa, rosto que se enganou. Desprega lento a mente do retângulo negro, veloz observa-nos lado de lá. A palavra escrita na vera é Moscou, não Nocsom (de cabeça pra baixo o u parece n). Averiguo o vestido leve da tarde no título de Heidegger, “A caminho da linguagem”, respiro o café expresso, a lembradura intensa que no tempo é uma duração ideoBergson. Setembro chega ao fim, jusqu'ici tout va bien. O roteiro que a tarde filma impregna secreto. O MP3 toca provas da gravação Jardimbotânica do meu CD w/inprogress. O circuito ideológico dos universitários não sabe que foi demolido por Cildo Meireles.

24 setembro 2009

30 julho 2009, Moleskine

Engulo a tarde com o café expresso. A cabeça é um baile de cefaléias. A Praia do Canto absorve uma cor sensacional.

Como estacionei a motocicleta numa vaga, os automotoristas empacam assim mesmo, deixam o rabo do carro na rua. Espero à mesa casta o calo vespertino arrefecer o sentimento do bem-te-vi assassino.

Venho de perto e de longe; Walt Whitman sem novaiorque. Carro perto que vomita o lixo musical do Brasil sem querer; só por existir esse auto é para fora de si. Observo, tomo nota, reporto o cantoamimmesmo no tanto que sou.

É a crônica possível que persegue. Não é mais. Na mesa ao lado o homem do relógio Breitling fala à mulher sobre o feijão cozinhar. É um mundo de receitas, afinal.

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