Escrever é pensar nessas coisas, Nina... bem que seja você moça de poetas e homens de negócio,; o século passado verde evade; lancina o tempo flácido na cara deles. É pilheria, vendem pastiche e serpentina no cinema e antes descia na tua garganta o Confeti. .., você sabe que não tenho pontuação, só meu apartamento crescia mais dentro do teu corpo e inchado explodisse para sempre; hoje que tenho 40 anos entendo o que você disse
Lembro perfeitamente de você sambando no parque central da vila do Epaminon, areal do pé e rebolasse. Lembro que eu olhava sem saber como remexia bonita a tua bunda com tão poucos movimentos. Lembro perfeitamente. Memória disso é teu pensamento agora, Nina...; você lembrasse não esquece que tenho a paródia fotográfica. ... perfeitamente; ... de você me dizer estar eu mesmo no ponto quando feito fosse o que foi cerrado no corte e tivesse a idade. Esse menino
Eu sei, Nina,.. vasto e morto que estou depois que voltei do restaurante mexicano,;: tinha remodelagens nas paredes, perdidas entre novas frestas a uma e outra velhice mais novas que eu. Entrei e o garçom reconhecia meu sonho de outras eras menos plásticas, uma vez que estava agora servindo a todas as minhas mulheres. Você que sempre me viu chegar e partir rapidamente; da tua cozinha, teu cabelo encaracolagem ou megalópole; quintal perdido e o le temps retrouvé no bailadobundudo quando na vila do Epaminon
De noite, entrara quarto e teu desejo acima de penhascos e dores, do que era servil como o desejo de todas, tuas inimigas,; e sempre mesmo o que era isso de ser apenas minha língua analfabeta de teus outros amantes,; nem importasse qualquer acerto deles, .., mesmo o quanto os ensinei através de você,; sendo reflexo meu,;: eu que deixarei meu ensino aos que vierem vela Lua de perda e semblante depois de mim
26 novembro 2004
23 novembro 2004
Pedaços
Carro velho a gente doma no braço noite dentro do asfalto se rodar paisagem e sorte na ciranda de parque batendo num estalo seco, visto num repente com viola Amarantina. Nunca vi caminhoneiro chorar feito criança quando atropela matuto, e desses não vem sebo no canto de pista, derramando óleo pra guincheiro trabalhar de santo. Aqui no hospital já vi muita coisa, ate meu primo chegar pela hora que a maldita quase vem levando; ele que falava tanto papagaio lá no quintal do fundo e repetia pressa té que um dia aqui; Depois disso sendo, o Brasil nunca mais andou caroneiro por aí. Esses dias a casa de Mãe Joaninha, pequena cafetã velha de ventre, baixou toda entrelaçada numa Besta retorcida contra um caminhão 1113, igual ao meu já há três meses de mecânico. As meninas estriparam mas ainda retorciam rebocadas no guincho do Zé Tião. O Menina Cabeça, capanga dele que joga óleo em rodovia no demo da noite é o que congava sexta-feira no rastapé da serpente jámorta. Desse dia num esqueço; elas descabeçadas e a Besta verde metalicava o musgo de uma cabaça. O Menina Cabeça que fez serviço de cabra ainda passou por aqui no corte de receber pelo tento, que Zé Tião deu fé paga de 20 reais. O irmão de Zé Tião virou pro lado da polícia, agora capitão de todo esse mato. Para na fazenda dele fim de semana; na volta traz o Menina Cabeça, experimentado nos transportes, vários anos como responsável no almoxarifado da Transportadora Domini, aposentado fácil coçador. O irmão do Zé deixa pra ele o socorro dos coitados descendo a rodovia no inferno de estrada que cabara dando cá, no hospital. Os coitado; Morre como no estribucho das moças de Mãe Joaninha, todas cortadinhas; uma delas hoje pede ao esmo lar paralítico; ainda trabalha como dá.
19 novembro 2004
Chuva Rala
Agora,.. tem como você executar?
Não.. sim, sim.. espera que ele vai.. vai aparecer..
Mas pra executar.
Não.. sim, mas num é sim não..
É o balanço, isso é importante.
(sem ouvir) Eu.. Eu quero, o que Eu quero..
É que... (andantino)
Não,, sim... Eu quero... o que Eu..
Tem que executar.
Sim... Eu sei,, o que Eu quero.. Eu já to cansado disso..
(silencio)
Fotos?
To tentando pensar num... Nomes aqui,, num...
Prestação de contas.. entendeu? Tem de execu
Eu,, Eu... tenta pensar comigo aqui
Matrizes...
Não... sim;; é que, numsei
Ou então contas.
Nãosim (olhando a tela plana)
É o financeiro.
Não,, sim... mas é aí que eu tô te dizê... (..?)
Mas c já sabe da prestação de contas.
Então é só rancá.. fora que.. Eu; Eu já visse negócio
Ce qué deixa entã..?
Não.. siim.. (perdendo a paciência)
Isso é a prestação de contas.
Nãosim (presto); é financeiro..
Como não??
Joguesse trem fora.....
Contabilide?
Não..... sim.... (andante)
É que o patrimônio é contábil.
Nãonão,,, é que Eu,.. isso aqui... não..
É financeiro e contábil.
Sim, não... é que isso aqui.... pra Mim, desculpa/quê..; sei lá...
Autorizações?
Isso daqui... Nãonão, Eu sei o que é isso
É a pasta.
Não, sim... só pra você entender...
A receita exige, no caso, uma procuração.
Simnão (pianíssimo)
É o que a gente sempre vai lá buscar.
Quequêsse té aqui?
É uma Empresa.
Não.. sim, sim.. espera que ele vai.. vai aparecer..
Mas pra executar.
Não.. sim, mas num é sim não..
É o balanço, isso é importante.
(sem ouvir) Eu.. Eu quero, o que Eu quero..
É que... (andantino)
Não,, sim... Eu quero... o que Eu..
Tem que executar.
Sim... Eu sei,, o que Eu quero.. Eu já to cansado disso..
(silencio)
Fotos?
To tentando pensar num... Nomes aqui,, num...
Prestação de contas.. entendeu? Tem de execu
Eu,, Eu... tenta pensar comigo aqui
Matrizes...
Não... sim;; é que, numsei
Ou então contas.
Nãosim (olhando a tela plana)
É o financeiro.
Não,, sim... mas é aí que eu tô te dizê... (..?)
Mas c já sabe da prestação de contas.
Então é só rancá.. fora que.. Eu; Eu já visse negócio
Ce qué deixa entã..?
Não.. siim.. (perdendo a paciência)
Isso é a prestação de contas.
Nãosim (presto); é financeiro..
Como não??
Joguesse trem fora.....
Contabilide?
Não..... sim.... (andante)
É que o patrimônio é contábil.
Nãonão,,, é que Eu,.. isso aqui... não..
É financeiro e contábil.
Sim, não... é que isso aqui.... pra Mim, desculpa/quê..; sei lá...
Autorizações?
Isso daqui... Nãonão, Eu sei o que é isso
É a pasta.
Não, sim... só pra você entender...
A receita exige, no caso, uma procuração.
Simnão (pianíssimo)
É o que a gente sempre vai lá buscar.
Quequêsse té aqui?
É uma Empresa.
18 novembro 2004
Transeuntes
Os olhos azuis de Susi não têm destino das janelas do ônibus, passam pela praia de Camburi. O ferro vermelho que descolou o sonho dos piões vai industrializar o céu até cortar o bucho das nuvens.
Valdirlei olha a bunda da moça, olhar que estuda uma série de movimentos. Sua farda de sargento e o quepe ridículo dão contorno, álibi, até música de uma ou outra banda. O ônibus suado,.. come asfalto, molhador até passara mais que perfeito voar pelo corredor fétido do Vital.
As janelas fecharam o horizonte. Branco e camarotes pintam numa tela o engarrafamento de quase estacionar. Valdirlei respira cheiro de flor e sangue da descarga elétrica de gente enquanto Susi senta na poltrona ao lado, acomoda duas bolsas, uma no colo outra nos pés. Lá fora alguns homens desmontam uma série de notícias e colunas de ferro, pressa ou preguiça.
Chuva. Desce e recende do chão o sumo. Sacerdote Vitor, organizador da festa de ontem, ao lado de Valdirlei também olha a moça rapidamente. Não se reconhecem. Valdirlei passava pela rua com um colega policial enquanto o bicho pegava ontem na festa de Sacerdote. Viatura que seguiu impassível. As memórias do sargento sem milícias trazem a moça dessa confusão em pernas e braços para Valdirlei coçar a imaginação.
Sacerdote Vitor, mesmo olhando o desmonte dos piões lembra de Susi e vagamente... e pouco importará dessa moça feia até a próxima foice. É de rapar comichão e luz que anda pra vender parcelado convite que ele já a fez nela mesma o bem ao próximo faquir; usar quando dá a vontade e depois largar por aí; festa acabadá. O brancorosa de sua roupa cai num estado moralista, não pega bem. Melhor é a distância, guardar família; morrer e bom costume de esquecer seu nome; como fosse encantado.., mas é de miséria, breguice.
Valdirlei olha a bunda da moça, olhar que estuda uma série de movimentos. Sua farda de sargento e o quepe ridículo dão contorno, álibi, até música de uma ou outra banda. O ônibus suado,.. come asfalto, molhador até passara mais que perfeito voar pelo corredor fétido do Vital.
As janelas fecharam o horizonte. Branco e camarotes pintam numa tela o engarrafamento de quase estacionar. Valdirlei respira cheiro de flor e sangue da descarga elétrica de gente enquanto Susi senta na poltrona ao lado, acomoda duas bolsas, uma no colo outra nos pés. Lá fora alguns homens desmontam uma série de notícias e colunas de ferro, pressa ou preguiça.
Chuva. Desce e recende do chão o sumo. Sacerdote Vitor, organizador da festa de ontem, ao lado de Valdirlei também olha a moça rapidamente. Não se reconhecem. Valdirlei passava pela rua com um colega policial enquanto o bicho pegava ontem na festa de Sacerdote. Viatura que seguiu impassível. As memórias do sargento sem milícias trazem a moça dessa confusão em pernas e braços para Valdirlei coçar a imaginação.
Sacerdote Vitor, mesmo olhando o desmonte dos piões lembra de Susi e vagamente... e pouco importará dessa moça feia até a próxima foice. É de rapar comichão e luz que anda pra vender parcelado convite que ele já a fez nela mesma o bem ao próximo faquir; usar quando dá a vontade e depois largar por aí; festa acabadá. O brancorosa de sua roupa cai num estado moralista, não pega bem. Melhor é a distância, guardar família; morrer e bom costume de esquecer seu nome; como fosse encantado.., mas é de miséria, breguice.
14 novembro 2004
Esstes
Para da Gamba
I
Para conviver com os medíocres é preciso paciência, da Gamba.; veja... as coisas... {continuam; aram; soltam; egam. [(...) é um caraoquê de palavras], as mais idiotas}. Existe o Mestre de Ok,.. sempre a mesma meia dúzia delas..; que inferno,.. o zarolho disse que ele são os outros.., é uma forma de ver: pra cada coisa o cara diz: ok. Tem um ok pra tudo, é ao mesmo tempo pobre e riquíssimo. Ao lado dele fica um desses burrocratas, especialista em boicotes. Dia desses lanço neles livro de Jorge Amado, tão previsíveis que são quando discorrem códigos. Trabalhassem pra´lgum Bill um Steve estaria feliz; tantos jobs (nós entramos a perder a língua). Não importa, nenhum conhece história; nem a de Roma, nem a do Vale do Suplício. Brasil? Se embora lá descortinar um saudoso Euclides mandando cartas bonitas e desconhecidas. Apesar de serem tão retrato e moldura dos livros de Lima Barreto, não os desconfiam no que o seja além de um surto de processos da qualidade tal, vendidàs empresas acarteladas. É gente assim que me faz perder a esperança. Dá angústia; uma série matemática-tupi de xingares.
II
da Gamba, o arado-ego desses parágrafos é tiro no finito; literatura aos pedaços. Todos os dias vejo a cara desses dois meninos fazendo caras e bocas, tentando gozar a minha com burlescas piadas; nunca seu desconfiar saca o sim que ao largo de minha mesa existe um abismo com trilha sonora de Frank Zappa. Comedores de mosca. Quando saio pela cidade na hora do almoço e olho os imensos banners fodendo os prédios que ornam a Praia do Canto vejo a seqüência besta de belezas, finitudes. Como explicar o que é Frank Zappa? Olho essa negra linda grudada ao prédio do Centro da Praia convencendo a todos do acesso de raiva da telefonia; ainda falta caos na cidade; poluição; escritores.
É preciso ser índio urbano a dançar em volta da livraria morta que virou uma loja de produtos naturais. Nada pior que essa gente puritana acreditando que somos naturais. Ozônio furado. É como olhar meus isqueiros Zippo e perguntar para que me servem, agora, que não possuo mais um verdadeiro escritório onde a bobagem de usa-los produzisse efeito. Você sabe que existe uma fila, uma burocracia veio sobre nós que estamos injuriando sem razão nem poemas a festa que faz essa ditadura sem pica fazer evoluir uma massa média consumindo a paz: pouco duradoura até outro produto. A placa da Marlboro na Praia de Botafogo me fazia bem.
III
Quando a Ninfa geme no fim da avenida é ilusão dentro do buzú: ele mesmo ao desanimar faz o rapa médio sem reconhecer Chico ou rap. As Vitrines. Se você soltar um Max de Castro no descampado que devasta a universidade... é capaz de alguém querer citar. Fica esperto, que esstes caras desdenham,.. até poder comprar.
I
Para conviver com os medíocres é preciso paciência, da Gamba.; veja... as coisas... {continuam; aram; soltam; egam. [(...) é um caraoquê de palavras], as mais idiotas}. Existe o Mestre de Ok,.. sempre a mesma meia dúzia delas..; que inferno,.. o zarolho disse que ele são os outros.., é uma forma de ver: pra cada coisa o cara diz: ok. Tem um ok pra tudo, é ao mesmo tempo pobre e riquíssimo. Ao lado dele fica um desses burrocratas, especialista em boicotes. Dia desses lanço neles livro de Jorge Amado, tão previsíveis que são quando discorrem códigos. Trabalhassem pra´lgum Bill um Steve estaria feliz; tantos jobs (nós entramos a perder a língua). Não importa, nenhum conhece história; nem a de Roma, nem a do Vale do Suplício. Brasil? Se embora lá descortinar um saudoso Euclides mandando cartas bonitas e desconhecidas. Apesar de serem tão retrato e moldura dos livros de Lima Barreto, não os desconfiam no que o seja além de um surto de processos da qualidade tal, vendidàs empresas acarteladas. É gente assim que me faz perder a esperança. Dá angústia; uma série matemática-tupi de xingares.
II
da Gamba, o arado-ego desses parágrafos é tiro no finito; literatura aos pedaços. Todos os dias vejo a cara desses dois meninos fazendo caras e bocas, tentando gozar a minha com burlescas piadas; nunca seu desconfiar saca o sim que ao largo de minha mesa existe um abismo com trilha sonora de Frank Zappa. Comedores de mosca. Quando saio pela cidade na hora do almoço e olho os imensos banners fodendo os prédios que ornam a Praia do Canto vejo a seqüência besta de belezas, finitudes. Como explicar o que é Frank Zappa? Olho essa negra linda grudada ao prédio do Centro da Praia convencendo a todos do acesso de raiva da telefonia; ainda falta caos na cidade; poluição; escritores.
É preciso ser índio urbano a dançar em volta da livraria morta que virou uma loja de produtos naturais. Nada pior que essa gente puritana acreditando que somos naturais. Ozônio furado. É como olhar meus isqueiros Zippo e perguntar para que me servem, agora, que não possuo mais um verdadeiro escritório onde a bobagem de usa-los produzisse efeito. Você sabe que existe uma fila, uma burocracia veio sobre nós que estamos injuriando sem razão nem poemas a festa que faz essa ditadura sem pica fazer evoluir uma massa média consumindo a paz: pouco duradoura até outro produto. A placa da Marlboro na Praia de Botafogo me fazia bem.
III
Quando a Ninfa geme no fim da avenida é ilusão dentro do buzú: ele mesmo ao desanimar faz o rapa médio sem reconhecer Chico ou rap. As Vitrines. Se você soltar um Max de Castro no descampado que devasta a universidade... é capaz de alguém querer citar. Fica esperto, que esstes caras desdenham,.. até poder comprar.
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