Homem mortal. Vai lá na Casa & Vídeo e chafurda Led Zeppelin na fila coloquialesca. Era a juventude, a memória que transfigurava. Evaldo Marques com a chave que abre a vitrine de telefones aguarda tua decisão; não sabe que na cuca vc rasga Perséfone batom Lancôme when the levee breaks. Ela te aperta nas coxas um Hades. Boca. Siempre reparavas nos olhos argutos, (mas...Sim) (x1...xn) hoje a boca. Rock. Enquanto, Evaldo Marques explica as funções dos monstros de antenas embutidas, e falsos problemas não vão à boca o quão disparam tua verve para a cretinice com mãos nas coxas de Perséfone, que lhe dá carinho e dor e a boca antes exígua em teu ombro. Un beso húmedo sin hablar, pensas e estás só. Politicamente vc quer leituras funcionais, aprender tirar coelho da cartola. Arghacadêmicos falai. Chazinho com os doutores da lata lei é a vida de Evaldo Marques, filho de pai motorista aposentadoria forçada pela lente multifocal gasta, mãe enlouquecida pela falta de psicologia e tome remédio. Depois dos dezesseis anos trabalhou em lojas, tentou viajar pros estados unidos com letra minúscula é ocaralh. Não deu certo. Evaldo Marques vem e abre na chave a vitrine dentada, com licença da dona gorducha que ao lado decifra um batetor de carne, depois chama o marido, ..ôJorge, vem cá. Classe média, falai. Outra atendente vem e rebola coisa com coisa, desconversa sobre o alcance em ondas do apetrecho. Seu nome, Mariene Rocha, encrusta o crachá há duas gerações. Sutian preto com desenho vermelho sob a camisa bege progesterona de malha, leva nas caixas o maquinário que Evaldo Marques, rápido no olho, vai pegar no almoxarifado. Vc está cansado do mundo; vc escolhe o Ericson e confere o ganha ganha numa senha té que Evaldo Marques some no brasil da Casa & Vídeo. Vai, homem bom da classe média, vai. É hora da fila em serpente, vai. Deixe esquecer se existe ou vive, homem mortal, e depois dá-lhe.