27 maio 2010

satélite

nuvem perdida, distante daqui
esvai voavem refletida
ou sobrevoa a cidade além
no mapa inteiro deita à vontade

nuvem esquecida, de piquiri
teu alto campeia molha minha vida
quando nada sei te espalmo marinha
e teu interior me faz calmo

08 maio 2010

La musica y la palabra

Sofro feito burro sem rabo a puxar carroça e chaga. Volto com sortimentos dentro da bolsa rara dos homens lavrados, o que era a juventude?, onde estivemos enquanto pecávamos à tarde? Meus livros são descaramento e desejo de um bacanal de palavras; os homens não as compreenderão até que eu abuse do encantamento das vogais.

…e bebo o ventre da Musa no chope enquanto ela chora pra mim, molha minha boca. Quando não falta carinho, o romper da alvorada cansada rasga, o sonho de um sol maior y la palabra es mui buena suerte. Paciencia. Espero que te guste…

Teu novelo de palavras desdenha meu silêncio, pega minha gravata, lê meu black tie antes de dormir. Sei que você sabe que ambos nós dois havemos num pleonasmo para usar, a lingua vira nosso vício comum sem lábios. Revira um tecido erudito adamascado nas laterais, a borda depilada às nuvens no céu revida o segredo próximo o poema

Se escreve tanto procurando por pontos finais.

21 abril 2010

Thecno lover

Cravo olhos na rua, depois apago o texto em que vim pela praia. Dentro do capacete recende o Hugo Boss perdido. O ocaso do sol no pó ao pó é multinacional. Un cósmo noutralábia lá fim do mar: word que não aceita nova língua enquanto o retrô do Depeche Mode walking in my shoes. Ouvidos no phone de gozar uma vida que te rasga dentro, Mac no colo e calor avarandado enquanto a noite é de segunda. Sobre os telhados das casas jornaleco o nacional kid A não conhece Walt Whitman. Um alento nos livre do ludo reacionário nas garotas do baile funk. Longe perdido é meu corpo semitonando a te escutar, o bombo fofo dói firme, e venha chorar. Faço força e metonímia só Carménère tuas frases carmim de vinho, observo con esmero la unánime noche quanto cobre a praia noturna. À cidade ainda, nem houve o modernismo praticamente something about us em tua repiração Daft Punk. E teu véu fio de foz withothersounds que eu canto. O beijo fake da noite no fim um Celine nazista é politicamente.

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