canto a vagação do rio
mas a insuspeita música
o tempo não passa
já inexistido
como um sol acima da clave à margem
e o sonho dos homens em mim que os sou
terceira memória
tenho medo que a noite apague
e o escuro seja meu peito apenas
vasto homem lírico vórtice que translada
com o silêncio da terra
e minhas palavras
resultaram pífias
vírgulas
vozes polifônicas
gárgulas
medusas noites discos de orgasmo
e a coluna dórica e o promontório onírico em pó
fez-se névoa na praia
conhas
corais
litanias
as distopias impossíveis ao que crê
a citação
lúcida voz rouca
vírgula paulo
é
em minha carne
a boca
que lambe
o sal da terra
o quan
to aqui
com o sol impuro sem cura
no conhecimento
dos es tatutos
desde meus ancestrais
tenho vontade de partir
mas não
sei por onde
venho cedo
estou
atrasado para a arenga
dos poetas
no sol del etado p elo pixel contínuo
em presente
e também
da mesa
dos burgueses meu terno se apaga
com o olhar bonito
de um
doutor givago omar sharif
agora explicava
como quem se greda
à uma classe de jovens o fun cio namento preté rito e per feito
da cintilação
solar
sobre nossas vidas
despedaçadas
pelo
pelo