Era festa na cobertura do prédio que seria desabitado. Lá em cima (estávamos logo abaixo) tocava aquela do The Cult que conta história de um cavalo selvagem. Junto com figurantes que desapareceriam, descemos pela escada ao andar de baixo e vc usava desses teus vestidos. O vazio no apartamento em iluminura ou instalação. Assim teu som recendia água de cheiro quando em sol finalmente eu disse palavra. Da sacada rude que abria a sala eu via o pássaro de asas negras outro lado da rua estacionária para os carros nuesla luz. Depois voltava meu rosto para teu sorriso com gosto e a metrópole autoritária ia transfigurada noite avançada ao vasto interior em pequeno ponteio sendo atonal minha camisa verde musgo com melismas & fúrias. Então atávamos numa fala sobre o misterioso vórtice e você falava imprecisa e coloquial que não acabava mais pontuando escritores e artistas frases e livros subitamente apareciam prateleiras em peroba clara madeira de demolição. Você as vezes também olhava para fora da sacada do outro lado e se não me lembro entendi sim tua explicação com perguntas embora atentamente olhasse o entorno de tuas palavras pondo-as cada qual num adamascado de teu vestido enquanto a música abafada lá de cima era em ondas graves a Margarita com sal na borda. O calor instantâneo viera no presente querrava mais que perfeito sem demorar, e assaz fossem meus olhos a...