18 junho 2010

Café amargo

O café está passado às 10:09 am. Manhã que o parreiral iluminara à dentro breve os erres do orbe: o escritório aniquila as nuvens do céu na ignorância de sua cosmovisão e letragem. A caligrafia sendo errática, pego a luacheia pelos cabelos, domo uma pantera negra e seu abismo de prazer e corpo. O café em espera... dou de ferver à água numa espécie de chaleira de sons, seis colheres de café em pouco açúcar pra doer matinal. A marginália do pensamento dos homens na iluminura de uma vida, seu aterramento de sonhos, a operação fácil de sua contabilidade, isoladores de porcelana, além da montagem e nivelamento de uma estrutura ...enfim... o que a solidão mácula campeia indomada e nódoa atordoa o tórax de carne que inspira quando o gole desce com cafeína, sem a possibilidade de passar pelo coração.

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