22 julho 2010

Hipertexto

Depois de mais de uma década voltei ao livro de Marshall Berman, Tudo que é sólido desmancha no ar, perdido de minhas coisas no fim da carioca década de 90. Também encontrei o livro de Vitor Ramil, Satolep. Lendo os dois, um grande texto estranho e ótimo evanesce,.. e nesses dias nublados sinto mesmo uma vontade burguesa de acreditar nos cafés de shopping...

20 julho 2010

14 julho 2010

O galo perdido sem relógio voltou a cantar seu lamento. Minhas anotações, avessas ao Real por um momento, voltam-se para si mesmas numa espécie de pleonasmo à deriva, também à espera de catalogação. É por descrever o tédio do animal sem óculos que a verve do narrador revira o bicho em documentarista, deixa exposto ao esclarecimento a força do dispositivo usado na falta de subjetividade animal, subvertida com exatidão pela narrativa. A criação da ave pacata, seu comentário sem revelação evoluindo sem samba, e na metáfora Samba o mesmo signo sem Algo,.. essa criação é, também, a força de um espasmo sem história.

14 julho 2010

Cosmovisão

a dist
ânciadoscorposcelestes
equilibraoespaçonoverso

o narra
dornãoapagaseucosmos
quandoamusasorridemedo
fugitivadetodososlestes
desejandocoloeberço

a histó
ria
dospoetasarrancadessamoça
umgritodenuvemperdida

*/a tarde gosta de arder/*

os leitoresque
adecifram

nãosabemoqueéavida

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