Agora,.. tem como você executar?
Não.. sim, sim.. espera que ele vai.. vai aparecer..
Mas pra executar.
Não.. sim, mas num é sim não..
É o balanço, isso é importante.
(sem ouvir) Eu.. Eu quero, o que Eu quero..
É que... (andantino)
Não,, sim... Eu quero... o que Eu..
Tem que executar.
Sim... Eu sei,, o que Eu quero.. Eu já to cansado disso..
(silencio)
Fotos?
To tentando pensar num... Nomes aqui,, num...
Prestação de contas.. entendeu? Tem de execu
Eu,, Eu... tenta pensar comigo aqui
Matrizes...
Não... sim;; é que, numsei
Ou então contas.
Nãosim (olhando a tela plana)
É o financeiro.
Não,, sim... mas é aí que eu tô te dizê... (..?)
Mas c já sabe da prestação de contas.
Então é só rancá.. fora que.. Eu; Eu já visse negócio
Ce qué deixa entã..?
Não.. siim.. (perdendo a paciência)
Isso é a prestação de contas.
Nãosim (presto); é financeiro..
Como não??
Joguesse trem fora.....
Contabilide?
Não..... sim.... (andante)
É que o patrimônio é contábil.
Nãonão,,, é que Eu,.. isso aqui... não..
É financeiro e contábil.
Sim, não... é que isso aqui.... pra Mim, desculpa/quê..; sei lá...
Autorizações?
Isso daqui... Nãonão, Eu sei o que é isso
É a pasta.
Não, sim... só pra você entender...
A receita exige, no caso, uma procuração.
Simnão (pianíssimo)
É o que a gente sempre vai lá buscar.
Quequêsse té aqui?
É uma Empresa.
19 novembro 2004
18 novembro 2004
Transeuntes
Os olhos azuis de Susi não têm destino das janelas do ônibus, passam pela praia de Camburi. O ferro vermelho que descolou o sonho dos piões vai industrializar o céu até cortar o bucho das nuvens.
Valdirlei olha a bunda da moça, olhar que estuda uma série de movimentos. Sua farda de sargento e o quepe ridículo dão contorno, álibi, até música de uma ou outra banda. O ônibus suado,.. come asfalto, molhador até passara mais que perfeito voar pelo corredor fétido do Vital.
As janelas fecharam o horizonte. Branco e camarotes pintam numa tela o engarrafamento de quase estacionar. Valdirlei respira cheiro de flor e sangue da descarga elétrica de gente enquanto Susi senta na poltrona ao lado, acomoda duas bolsas, uma no colo outra nos pés. Lá fora alguns homens desmontam uma série de notícias e colunas de ferro, pressa ou preguiça.
Chuva. Desce e recende do chão o sumo. Sacerdote Vitor, organizador da festa de ontem, ao lado de Valdirlei também olha a moça rapidamente. Não se reconhecem. Valdirlei passava pela rua com um colega policial enquanto o bicho pegava ontem na festa de Sacerdote. Viatura que seguiu impassível. As memórias do sargento sem milícias trazem a moça dessa confusão em pernas e braços para Valdirlei coçar a imaginação.
Sacerdote Vitor, mesmo olhando o desmonte dos piões lembra de Susi e vagamente... e pouco importará dessa moça feia até a próxima foice. É de rapar comichão e luz que anda pra vender parcelado convite que ele já a fez nela mesma o bem ao próximo faquir; usar quando dá a vontade e depois largar por aí; festa acabadá. O brancorosa de sua roupa cai num estado moralista, não pega bem. Melhor é a distância, guardar família; morrer e bom costume de esquecer seu nome; como fosse encantado.., mas é de miséria, breguice.
Valdirlei olha a bunda da moça, olhar que estuda uma série de movimentos. Sua farda de sargento e o quepe ridículo dão contorno, álibi, até música de uma ou outra banda. O ônibus suado,.. come asfalto, molhador até passara mais que perfeito voar pelo corredor fétido do Vital.
As janelas fecharam o horizonte. Branco e camarotes pintam numa tela o engarrafamento de quase estacionar. Valdirlei respira cheiro de flor e sangue da descarga elétrica de gente enquanto Susi senta na poltrona ao lado, acomoda duas bolsas, uma no colo outra nos pés. Lá fora alguns homens desmontam uma série de notícias e colunas de ferro, pressa ou preguiça.
Chuva. Desce e recende do chão o sumo. Sacerdote Vitor, organizador da festa de ontem, ao lado de Valdirlei também olha a moça rapidamente. Não se reconhecem. Valdirlei passava pela rua com um colega policial enquanto o bicho pegava ontem na festa de Sacerdote. Viatura que seguiu impassível. As memórias do sargento sem milícias trazem a moça dessa confusão em pernas e braços para Valdirlei coçar a imaginação.
Sacerdote Vitor, mesmo olhando o desmonte dos piões lembra de Susi e vagamente... e pouco importará dessa moça feia até a próxima foice. É de rapar comichão e luz que anda pra vender parcelado convite que ele já a fez nela mesma o bem ao próximo faquir; usar quando dá a vontade e depois largar por aí; festa acabadá. O brancorosa de sua roupa cai num estado moralista, não pega bem. Melhor é a distância, guardar família; morrer e bom costume de esquecer seu nome; como fosse encantado.., mas é de miséria, breguice.
14 novembro 2004
Esstes
Para da Gamba
I
Para conviver com os medíocres é preciso paciência, da Gamba.; veja... as coisas... {continuam; aram; soltam; egam. [(...) é um caraoquê de palavras], as mais idiotas}. Existe o Mestre de Ok,.. sempre a mesma meia dúzia delas..; que inferno,.. o zarolho disse que ele são os outros.., é uma forma de ver: pra cada coisa o cara diz: ok. Tem um ok pra tudo, é ao mesmo tempo pobre e riquíssimo. Ao lado dele fica um desses burrocratas, especialista em boicotes. Dia desses lanço neles livro de Jorge Amado, tão previsíveis que são quando discorrem códigos. Trabalhassem pra´lgum Bill um Steve estaria feliz; tantos jobs (nós entramos a perder a língua). Não importa, nenhum conhece história; nem a de Roma, nem a do Vale do Suplício. Brasil? Se embora lá descortinar um saudoso Euclides mandando cartas bonitas e desconhecidas. Apesar de serem tão retrato e moldura dos livros de Lima Barreto, não os desconfiam no que o seja além de um surto de processos da qualidade tal, vendidàs empresas acarteladas. É gente assim que me faz perder a esperança. Dá angústia; uma série matemática-tupi de xingares.
II
da Gamba, o arado-ego desses parágrafos é tiro no finito; literatura aos pedaços. Todos os dias vejo a cara desses dois meninos fazendo caras e bocas, tentando gozar a minha com burlescas piadas; nunca seu desconfiar saca o sim que ao largo de minha mesa existe um abismo com trilha sonora de Frank Zappa. Comedores de mosca. Quando saio pela cidade na hora do almoço e olho os imensos banners fodendo os prédios que ornam a Praia do Canto vejo a seqüência besta de belezas, finitudes. Como explicar o que é Frank Zappa? Olho essa negra linda grudada ao prédio do Centro da Praia convencendo a todos do acesso de raiva da telefonia; ainda falta caos na cidade; poluição; escritores.
É preciso ser índio urbano a dançar em volta da livraria morta que virou uma loja de produtos naturais. Nada pior que essa gente puritana acreditando que somos naturais. Ozônio furado. É como olhar meus isqueiros Zippo e perguntar para que me servem, agora, que não possuo mais um verdadeiro escritório onde a bobagem de usa-los produzisse efeito. Você sabe que existe uma fila, uma burocracia veio sobre nós que estamos injuriando sem razão nem poemas a festa que faz essa ditadura sem pica fazer evoluir uma massa média consumindo a paz: pouco duradoura até outro produto. A placa da Marlboro na Praia de Botafogo me fazia bem.
III
Quando a Ninfa geme no fim da avenida é ilusão dentro do buzú: ele mesmo ao desanimar faz o rapa médio sem reconhecer Chico ou rap. As Vitrines. Se você soltar um Max de Castro no descampado que devasta a universidade... é capaz de alguém querer citar. Fica esperto, que esstes caras desdenham,.. até poder comprar.
I
Para conviver com os medíocres é preciso paciência, da Gamba.; veja... as coisas... {continuam; aram; soltam; egam. [(...) é um caraoquê de palavras], as mais idiotas}. Existe o Mestre de Ok,.. sempre a mesma meia dúzia delas..; que inferno,.. o zarolho disse que ele são os outros.., é uma forma de ver: pra cada coisa o cara diz: ok. Tem um ok pra tudo, é ao mesmo tempo pobre e riquíssimo. Ao lado dele fica um desses burrocratas, especialista em boicotes. Dia desses lanço neles livro de Jorge Amado, tão previsíveis que são quando discorrem códigos. Trabalhassem pra´lgum Bill um Steve estaria feliz; tantos jobs (nós entramos a perder a língua). Não importa, nenhum conhece história; nem a de Roma, nem a do Vale do Suplício. Brasil? Se embora lá descortinar um saudoso Euclides mandando cartas bonitas e desconhecidas. Apesar de serem tão retrato e moldura dos livros de Lima Barreto, não os desconfiam no que o seja além de um surto de processos da qualidade tal, vendidàs empresas acarteladas. É gente assim que me faz perder a esperança. Dá angústia; uma série matemática-tupi de xingares.
II
da Gamba, o arado-ego desses parágrafos é tiro no finito; literatura aos pedaços. Todos os dias vejo a cara desses dois meninos fazendo caras e bocas, tentando gozar a minha com burlescas piadas; nunca seu desconfiar saca o sim que ao largo de minha mesa existe um abismo com trilha sonora de Frank Zappa. Comedores de mosca. Quando saio pela cidade na hora do almoço e olho os imensos banners fodendo os prédios que ornam a Praia do Canto vejo a seqüência besta de belezas, finitudes. Como explicar o que é Frank Zappa? Olho essa negra linda grudada ao prédio do Centro da Praia convencendo a todos do acesso de raiva da telefonia; ainda falta caos na cidade; poluição; escritores.
É preciso ser índio urbano a dançar em volta da livraria morta que virou uma loja de produtos naturais. Nada pior que essa gente puritana acreditando que somos naturais. Ozônio furado. É como olhar meus isqueiros Zippo e perguntar para que me servem, agora, que não possuo mais um verdadeiro escritório onde a bobagem de usa-los produzisse efeito. Você sabe que existe uma fila, uma burocracia veio sobre nós que estamos injuriando sem razão nem poemas a festa que faz essa ditadura sem pica fazer evoluir uma massa média consumindo a paz: pouco duradoura até outro produto. A placa da Marlboro na Praia de Botafogo me fazia bem.
III
Quando a Ninfa geme no fim da avenida é ilusão dentro do buzú: ele mesmo ao desanimar faz o rapa médio sem reconhecer Chico ou rap. As Vitrines. Se você soltar um Max de Castro no descampado que devasta a universidade... é capaz de alguém querer citar. Fica esperto, que esstes caras desdenham,.. até poder comprar.
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