28 julho 2016

Black.

Por vezes o tempo também está fotografado na memória em labirinto, mas qual? Se for o nosso, se for o do amor, o invisível laberinto que a cidade arma, desarma nos caminhos por onde atravessaremos, e que num segredo majestoso nos acarinhou no vento dos dias de inverno. O passado... talvez ele nunca acabe.

– Por mais que nos doa o sol, é também por essa história (essa memória) que estamos vivos sob a iluminação artificial se ela se apaga nas manhãs. Quando o coração de pedra não resiste às últimas e mínimas agulhas, nas banalidades descartadas. Heineken, como eu sofro por uma bobagem. É hora de vestir novamente meu black tie para festas, encarar a banca, saber que fui vaziø. - ou que este foi um lampejo do que há de mais bonito e que qual poema apagaremos escritos no vento em indefeso cantares durante algumas tardes fazendo música.


A força que essa fotografia nos impregna é menos exata do que antes pensávamos ser; está na bruma de um filtro, é o romance feito na cidade invisível. Com saudade, olor, imaginação, raiva, desejo, amor e carinho.

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