Por vezes o tempo também
está fotografado na memória em labirinto, mas qual? Se for o nosso, se for o do
amor, o invisível laberinto que a
cidade arma, desarma nos caminhos por onde atravessaremos, e que num segredo
majestoso nos acarinhou no vento dos dias de inverno. O passado... talvez ele
nunca acabe.
– Por mais que nos doa o
sol, é também por essa história (essa memória) que estamos vivos sob a
iluminação artificial se ela se apaga nas manhãs. Quando o coração de pedra não
resiste às últimas e mínimas agulhas, nas banalidades descartadas. Heineken,
como eu sofro por uma bobagem. É hora de vestir novamente meu black tie para
festas, encarar a banca, saber que fui vaziø. - ou que este foi um lampejo do
que há de mais bonito e que qual poema apagaremos escritos no vento em indefeso
cantares durante algumas tardes fazendo música.
A força que essa fotografia nos
impregna é menos exata do que antes pensávamos ser; está na bruma de um filtro,
é o romance feito na cidade invisível. Com saudade, olor, imaginação, raiva, desejo,
amor e carinho.