24 janeiro 2006
Coloquial
O que você tem a me oferecer. Enquanto exausto flores nas janelas e varandas. Que futuramente; me trai teu som mim. Maior, amarelo sol tríade forte na tarde. Tua harmonia funcional pela casa tonal decorava. Éramos apaixonados às tardes o jorro oceano. Quebramares contravento; o furo falta aos lingüistas. Nessas tardes oceano turquesa contra meus cabelos. E tão forte excepcional de silêncio plano. A geometria quase plana dos urubus acartelados. Tantas palavras sem fazer falta, quando beijávamos. Minha tristeza nerd constelava as professoras empaladas. E cidade rasgava circular de São Clemente. Quando chegavam tuas cartas, que felicidade simples. Leve teu cheiro de mulher e gosto. Depois a placa de Marlboro da Praia. De Botafogo ficou, ara ininterrupto meu apartamento. A tarde orgíaca daquela carta pra mim. Aparte no café preto e um CD. Um Deep Water predestinado de gozo impossível. A letargia do violão até ser corte. Os livros puídos depois do Cine Estação. E camisas com Matisse azul de 1952. Para serem brancas do teu escudo Valisère. Nada importa, nem a biografia dos gênios. Palavras de Lyotard desligitimam o coro grego. Mesmo dissonante com sextas minha música pop. E nada voltará acaso haja uma chance. Porque Álvares de Azevedo está gasto também. Porque Seu Chico não deixou seus herdeiros. Porque repetir palavras não nos faz compositores. O Ponto G existe e é físico. Afora isso as feministas; eu acelero carros. Minha felicidade vulgar te penetra, livro angustiado. É no ouvido, as palavras minam água. E depois do manifesto expressionista estou cansado. Ando na praia enquanto passam novos esportistas. Sinto que fico mais jovem, coloquial calvo. Te escrevo cartas, teu rosa lá dentro. E que falta você me faz inafiançável. Não é mais possível apresentar um discurso. Tenho vontade de acreditar no Big Mac. Quando apareço no jornal vejo que dói. E todos esses anos de solidão calaram. Ainda baio pela Lagoa trazendo análises sonoras. Quando te beijo sinto nuas as cidades. Teu Van Gogh forte apossa de mim. Você sempre gostou de me dar prazer.
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