13 maio 2005

Corrente...

Recebi essa corrente da Isabel, e estou passando adiante. Para todos os aficcionados, apaixonados por livros. Tem até aquela da ilha deserta, ótima.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

A Bíblia.

Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?

O primeiro foi “O Gordo”, personagem de um livro chamado [O Gênio do Crime], de João Carlos Marinho Silva, leitura da 5º série. Sempre detestei a escola, mas esse livro valeu a pena. Também tem o narrador do [Trópico de Capricórnio], do Henry Miller, que abre o livro com o petardo: “Depois que nos livramos do fantasma, tudo segue com infalível certeza, mesmo no meio do caos.” Li metade do livro na livraria Estação Botafogo, e o resto em casa. O barulho da Voluntários da Pátria me trouxe de volta ao Real.

Qual foi o último livro que compraste?

Dicionário do Folclore Brasileiro, do Luís da Câmara Cascudo, Edições de Ouro, de 1954, num sebo, e que era de um tal Antônio Inácio de Méllo, a quem serei sempre grato. Ainda não consegui ler muito, o pó dos dois livros me dá uma alergia ferrada.

Qual o último livro que leste?

[O Som e o Sentido], do José Miguel Wisnik; Cia das Letras. Explêndido, culto, magnífico.

Que livros estás a ler?

[Libertinagem], [Carnaval], [Estrela da Manhã], Manuel Bandeira; [As Elegias de Duino], Rainer Maria Rilke; [Poesias], Dante Milano; [A Condição Pós-Moderna], Jean-François Lyotard; [Investigações Filosóficas], Ludwig Wittgenstein.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

O Finnegans Wake; uma Bíblia; a biografia do Joyce escrita pelo Richard Ellman; O Tratado de Harmonia, de Schoemberg; um HQ de Milo Manara, bem urbano e vivo.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?

Paulo Bicarato, Nemo Nox, Fábio Sampaio, pela inventividade, inteligência, cultura, bom gosto.

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