30 dezembro 2005

Murundu

#1 Estou ouvindo o álbum Murundu, do meu amigo Christian Eduardo. Som elegante, sofisticado. Obrigado pelo CD, Christian! Ficou muito bonito.

#2 Comecei a estudar 2 livros muito legais de uma coleção da Editora Perspectiva. Um deles, de Herny Barraud, Para compreender as músicas de hoje. Estou num texto que trata “da linguagem polifônica do Ocidente”. ... Cap 2, pág 15. Também vem com um CD, que ainda não ouvi. O outro, de Pierre Boulez, Apontamentos de aprendiz. Livro para ser lido várias vezes, traz textos escritos com destreza, rigor e uma saborosa verve expressionista. Títulos como Morreu Schoemberg são inesquecíveis. Há também, outros (textos) fantásticos sobre Cromatismo, Contraponto e o mais lindo de todos (para mim), chamado Som e verbo. Vai aí a apresentação de Livio Tragtenberg no verso: “ Como um Napoleão potencializado, Pierre Boulez escolhe o inimigo, define a estratégia, finca as balizas, parte para o campo de batalha, e, enquanto se defende do fogo inimigo, contabiliza as baixas e avalia a estratégia inicial. (“Ah, as metáforas militares...” teria dito.) Por trás do aprendiz, sob a pele do cordeiro: a pena do lobo. Assim que, debaixo dos Apontamentos de aprendiz, se encontra o mais ferrenho polemista em sua campanha mais importante. Ou ainda, em sua batalha decisiva (o seu Waterloo...). reunindo escritos entre 1948 a 1962, este livro de Pierre Boulez cobre o período mais importante na afirmação estética-criativa da geração do pós-guerra. Apontamentos, mais que um livro demolidor, é um livro formador. Esse aspecto justifica plenamente sua publicação no Brasil e nos dias de hoje. É uma contribuição da Editora Perspectiva e da sua coleção Signos-Música à nossa bibliografia musical.”

#3 Ganhei de presente de minha irmã o álbum de Vitor Ramil, Longes. Produção de Pedro Aznar, que mandou uma guitarra bem legal logo no início. O autor (de livros também) trabalha a palavra de uma forma interessante. ... A primeira vez que ouvi algo dele foi em 1986, num disco (LP) dos irmãos, Kleiton e Kledir. É o primeiro trabalho dele que escuto; já consegui, uma vez, no Rio, chegar perto de um (Tango) no sebo do cine Estação Unibanco, na Voluntários da Pátria. Fui tomar meu café, e ele já não estava mais lá quando voltei para comprar.

18 dezembro 2005

Digestivo Cultural

#1 Desde o dia 12 em off, acabo de voltar. Minha querida Sonia Sant’anna, disse num comentário que viu o polifOniacitado lá do Digestivo Cultural”. Uma honra para mim, a citação do excelente Julio Daio Borges.

O Digestivo Cultural é um dos sites que mais me impressionou quando comecei a navegar. Lá, também, soube de páginas e pessoas (ou as duas coisas juntas) que hoje são (não apenas para mim) referência em qualidade e quantidade de informação, cultura, talento.

#2 Na mesma página do Digestivo em que está o polifOnia (com a citação do poeta Jenaro Talens) pude ver também o link para um texto muito bom, de Laurindo Lalo Leal Filho (Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP), intitulado De Bonner para Homer. A notícia do comentário chegou até mim por um jornal local. Sem nem ter como comparar o texto de Laurindo com a redação do jornal daqui, entrei em contato com alguns detalhes. Um Trecho: "Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. “Essa o Homer não vai entender”, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.”

12 dezembro 2005

Juan Manuel Fangio

#1 Assisti em DVD, Melinda e Melinda, de Woody Allen. Com Chiwetel Ejiofor; Will Ferrell; Jonny Lee Miller; Radha Mitchell (excelente como Melinda); Amanda Peet; Chlöe Sevigny; Wallace Shawn. Original, o roteiro me cativou logo de cara, mas achei os diálogos menos afiados, apesar dos velhos temas... escritos no verso do DVD: “Fragilidade do amor, infidelidade conjugal, romance sofisticado, falta de habilidade em se comunicar”. O “romance sofisticado” de Woody Allen talvez seja mesmo é com N.Y. É o melhor dele.

Assisti também, Modigliani, com Andy Garcia. Ator excelente, encarna Amedeo Modigliani, o gênio da pintura atormentado por si mesmo e apaixonado por Jeanne Hebuterne (representada por Elsa Sylderstein). De quebra tem Omid Djalili como Pablo Picasso.

#2 Estou ouvindo o álbum Kid A, do genial Radiohead. Achei alguns sites, num deles: "Trois ans seulement séparent Kid A de son prédécesseur OK Computer, acclamé par la planète entière et désigné par la presse spécialisée comme étant l'un des meilleurs disques de l'histoire du rock. Pourtant, à l'écoute des premières notes de ce nouvel album, on en vient à se demander ce qui a bien pu passer par la tête des cinq membres de Radiohead." Pode não ser mais novidade, mas continua lindo.

#3 Eu e Janayna penduramos o lendário pôster do Juan Manuel Fangio - o melhor piloto de todos os tempos, brinde de uma das revistas Quatro Rodas (guardado há uns 20 anos dobrado num plástico) da coleção completa do meu pai, que li quase toda durante minha infância e adolescência. No pôster, aqui em meu pequeno home studio, vai escrito: Título atribuído pela revista Quatro Rodas, após pesquisar a opinião de 75 jornalistas internacionais ligados aos órgãos mais importantes do mundo automobilístico. Década de 70, 80...

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