Charles Baudelaire
Agora de volta à biblioteca setorial, onde meus exemplares doados nunca chegaram às prateleiras, e as luminárias estáticas com sua engenharia resolvida acendem para mim o silêncio do mundo. Roupa preta, capacete e casaco contra VentoSul; este mundo. Vírgula colateral de efeito remoto, meu estudo do texto faz o disfarce daquelas vogais que intuo ao mirar também acesa tua janela. O bairro estabelece assim som e sopro em algo soturno e ilumino com Farol Azulado o escuro de estudantes esfomeados no churrasquinho da esquina, quando passo à padaria Burguesa. Estaciono as asas negras de um Pássaro pesado que Baudelaire comenta no engenho Modernista, subo de dois em dois os degraus porque quero um café forte. Estando à mesa escrevo cartas perdidas de silêncio e análise no caderno manchado de Vinho e grafite;.. estacionário diálogo em que nos falarei. [Assim aceitas minha fala didática, e exalas perfume para essas palavras enquanto rodeio o ponto numa linha de desenho que a voz faz do plano a topografia, estando assim tal estudo geométrico em tua respiração ascendente já vertido de início à causa de tua escuta.] Nesse instante volto à Mesa da biblioteca setorialesca, quase último de outro dia Eclesiástico, e o frio do Ar Condicionado também venta do sul para o norte porque a no..