11:23, A rua asfaltada faz uma esplanada triste e silenciosa. O dia claríssimo cobre a estrutura da antiga construção em frente, abandonada na pouca demanda dos homens rudes e sua pressa em chegar. Esquina que divisa este cerco. Hoje não tem vento, e na pintura realista os homens acham que estão representados. O olho viciado do motorista do antigo caminhão também é indelével, tiro esparsas fotografias de celular quando o vermelho do auto foge de nós que estamos à rua modesta, desconversando a feira na esquina, tão boa de fazer assim à meio passo do trabalho.
10:50, A feira é ali do outro lado. Davi contra o agrotóxico Golias. Saio pelo portal de ferro na idade. História. Vou até o arraial de barracas firmado por estruturas de alumínio onde descansam lonas amarelas. Com uma uva na boca mando encher a bacia; mais, menos... isso. Verifico a balança manual que a manhã nublada espera assim sem chover, olho o céu denso e um seio desenhado num furo de nuvem. Decido. Comento a greve, sinto o pelo da cara com a mão, apresento meu olhar sobre as abóboras que detesto e tem em sua carne a cor tão linda.
10:50, A feira é ali do outro lado. Davi contra o agrotóxico Golias. Saio pelo portal de ferro na idade. História. Vou até o arraial de barracas firmado por estruturas de alumínio onde descansam lonas amarelas. Com uma uva na boca mando encher a bacia; mais, menos... isso. Verifico a balança manual que a manhã nublada espera assim sem chover, olho o céu denso e um seio desenhado num furo de nuvem. Decido. Comento a greve, sinto o pelo da cara com a mão, apresento meu olhar sobre as abóboras que detesto e tem em sua carne a cor tão linda.