23 Dezembro 2011

edição & ato

(esquecer tantos detalhes de lyotard) a noite escavada não tem uma borda e bóio na água minada, é um poço. sem ser josé, acordei e não havia uma túnica. a condição dos tempos pós-modernos é cabal, o empresariado, o funcionalismo. sem fronteiras invisíveis. o cosmo de leitura gira comigo dentro do meu; o pássaro de asas negras voa pela noite sobre uma camburi com amnésia, para a qual antigas histórias já cumpriram seu pequeno eclesiastes e a saudação ao sol amanhã: o velamento que o céu de heidegger faz num campo de olhar permite tão somente uma procura de leveza, com perguntas na algibeira carregamos moedas para fazer o troco. deixo por instantes este silêncio, vôo para mim: canto a mim mesmo, walt whitman. homem universal que retorna ao engodo na corrida, praiano mp3 que encara o outeiro monstrificado pelo colégio la nausée pintado com o rosa que no céu é bonito. cor feminina, encarnada al anochecer de todas maneras, la llegada de la noche mujer con todas sus fuerzas; las estrellas, las nubes, la presencia rosa,.. es el mejor del poente (não tenho certeza disso). às voltas com essas músicas que as palavras abraçam, insisto contra o sono (agora é uma noite) das coisas triviais com pedaços do dia que o parreiral deixou ecoar num conluio de ilusões prismadas. andei solto pelo descampado até a margem do rio sem terceira pessoa, quando passei ao território serrano e destrinchava um calhamaço de papel ante à plausível gerente do santander. faz qualquer diferença, sigo em frente; com essa papelada nas mãos vejo que o ocaso no parreiral talvez me signifique uma dádiva e que a dureza de nossos corações quem sabe aprenda uma antiga lição sabemos de cor na canção de beto guedes quando entrar setembro (estender a frase até perder ou amalgamar o sentido noutra, correr na praia ouvindo música). copodágua. aqui e agora a noite me escuta outro: barulho do trem solto no trilho. meu terceiro caderno é uma terceira margem do ano que foi 3. a serpente de minério vence o silêncio, buzina que aperta seio de fellini de amarcord sem lua onde sou o maquinista: vejo nada à frente, enfrento meu desejo com uma voz, não a classifico a cada pausa (tirar o ponto final)